Histórico da cartografia A cartografia é a ciência que trata da representação da terra ou parte dela através de mapas, cartas e outros tipos de projeções cartográficas.
Podemos dizer que a cartografia surgiu por volta do ano de 2.500 a.C. quando foi confeccionado pelos Sumérios, o que é considerado o primeiro mapa da história: uma placa de barro cozido com inscrições em caracteres cuneiformes (escrita suméria) onde foi representado o lado setentrional da região mesopotâmica.
Mas bem antes disso, o homem já havia se utilizado de pinturas (inclusive pinturas rupestres feitas com a intenção de representar o caminho dos locais onde havia caça) e até mesmo de entalhes e verdadeiras maquetes de pedra confeccionadas por esquimós e pelos astecas, respectivamente, como uma tentativa de representar pequenas localidades.
Cartografia temática
Na cartografia temática temos convenções e símbolos cartográficos que são símbolos e cores utilizados para representar os elementos desejados. Existe uma padronização internacional de símbolos e cores para facilitar a leitura e interpretação dos mapas, em qualquer parte do mundo.
Exêmplos da fórmula da escala
A escala é definida pela fórmula:
E = D / d onde:
•E é a escala •d é a distância na projeção •D é a distância real.
Ex.1) Qual a distância real aproximada entre a grande São Paulo e Santo André? Sabe-se que no mapa a escala é 1:1 000.000, a distancia mede 1,5cm no mapa em linha reta.
E= 1: 1 000.000; logo 1cm= 10km D= 1,5cm Aplica-se a fórmula: D= d.E (ou d x E) 1,5 x 10 = D= 15km.
A distancia real é 15km aproximadamente.
Ex.2) Invertendo o processo descobrimos a distância no mapa.
d= D : E = 15 : 10 = d= 1,5cm
Ex.3) Para descobrir a escala basta dividir D por d.
D : d = 15 : 1,5 = E= 10.
Ou seja, cada 1cm equivale a 10km.
Alguns mapas apresentam tanto escala gráfica como numérica. Caso apresente gráfico, lembre-se que não necessidade de fazer cálculos.
1-Amostras de primitivos trabalhos cartográficos encontradas em pedras, papiros, metais e peles representam o meio ambiente e a situação das terras por meio de figuras e símbolos. Usaram-se, ainda, varas de bambu, madeira, tecido de algodão ou cânhamo, fibras de palmeira e conchas. O Museu Semítico da Universidade de Harvard, em Cambridge, Estados Unidos, possui um mapa de origem ainda mais remota; gravado em pedra argilosa, foi achado na região mesopotâmica de Ga-Sur e parece datar de 2500 a 3000 a.C. Outro trabalho de cartografia muito antigo (c.2000 a.C.), desenhado em rocha, foi localizado numa região do norte da Itália, habitada outrora por um povo denominado camunos (camuni) pelos romanos. O Museu de Turim, na Itália, conserva a planta, desenhada em papiro, de uma mina de ouro da Núbia, na África, que data da época de Ramsés II do Egito (1304-c.1237 a.C.). Coube aos gregos os primeiros fundamentos da geografia e das normas cartográficas, e ainda hoje os alicerces do sistema cartográfico repousam na contribuição que deixaram: a concepção da esfericidade da Terra e as noções de pólos, equador e trópicos; as primeiras medições da circunferência terrestre; a idealização dos primeiros sistemas de projeções e concepção de longitude e latitude. Na antiguidade grega, Anaximandro de Mileto (século VI a.C.) construiu um quadrante solar e possuía um mapa-múndi gravado em pedra. Ainda na Grécia antiga, Hecateu de Mileto representou a Terra sobre um disco metálico, Êudoxo de Cnido construiu um globo e Dicearco de Messênia desenhou um mapa-múndi em projeção plano-quadrada. No século III a.C., Eratóstenes de Cirena, que dirigiu a célebre biblioteca de Alexandria, desenhou um mapa-múndi com paralelos e meridianos, tendo ainda calculado, com impressionante precisão, em vista da precariedade dos recursos da época, a circunferência da Terra. O grande nome da antiguidade, todavia, é Ptolomeu, que viveu no século II de nossa era. Astrônomo, geógrafo e cartógrafo, ele lançou as bases da geografia matemática e da cartografia no clássico tratado intitulado Guia da geografia (Geographiké hyphegesis), obra que só em 1405, com a tradução para o latim, chegou ao conhecimento dos eruditos europeus. A era clássica romana não deixou mapas, embora haja registros literários de mapas elaborados em Roma. Varrão (Marcus Terentius Varro) menciona mapas no poema Chorographia e Agripa determinou a confecção de um mapa do mundo então conhecido. Das obras cartográficas romanas só se conhece a célebre Tábua de Peutinger, cópia, feita em 1265, de um original romano que sofreu sucessivos acréscimos até o século IX. Descoberta em 1494 pelo poeta Conradus Pickel (ou Celtis), que a legou a Konrad Peutinger, essa tábua somente veio a ser publicada em 1598. Encontra-se, desde 1738, na Biblioteca Pública de Viena. Trata-se de uma carta das estradas do Império Romano, com as cidades e as distâncias que as separam, e representa o mundo até a costa índica. Idade Média. Entre as autoridades e autores medievais persistiram concepções gregas como a de estar a Terra pousada sobre um disco metálico. Ao mesmo tempo, as invasões dos bárbaros provocaram a estagnação da produção cartográfica e esta ficou sob exclusivo domínio de copistas eclesiásticos, que valorizaram o aspecto artístico em detrimento da exatidão. O disco metálico sobre o qual se considerava estar a Terra levou à elaboração de mapas circulares, orientados para leste ou sul, e com os continentes representados de forma esquemática. As separações entre as terras lembravam a letra T, donde serem conhecidos como "mapas T-O", "mapas de roda" ou "mapas circulares". No primeiro período da Idade Média, destaca-se o mapa T-O de santo Isidoro de Sevilha. Dentre as centenas de mapas T-O incluídos nos 600 mapas-múndi medievais que se conservaram, avultam o mapa retangular de Cosmas Indikopleustes, do século VI, e as numerosas cópias dos mapas de são Beato, das quais a de são Severo, do ano 1030 e de forma oval, é a mais conhecida.
2-Cartografia temática. A confecção de cartogramas é a área da cartografia temática. Cartogramas são mapas esquemáticos, com elevado nível de abstração, em que formas ou localizações reais são estilizadas com fins conceituais e informativos. Os elementos cartográficos, reunidos numa só folha, são representações gráficas de fenômenos espaciais e temporais, pelo que abordam numerosos assuntos quase sempre em mutação contínua, como as migrações, fluxos de veículos, desmatamento, reflorestamento etc. O mapa esquemático que serve de base para o cartograma é extraído do mapa topográfico ou geográfico, sendo o tema do cartograma exposto mediante diversos recursos gráficos, como pontos e figuras, quando é chamado de pictórico. Nessa modalidade, o ponto como figura geométrica é adimensional, isto é, seu tamanho nada representa e só vale como material de leitura. Além de pontos, usam-se barras e faixas que indicam extensões lineares ou, pela espessura, a importância do fenômeno. Outro tipo é o cartograma de isocurvas, em que as curvas ou linhas representam, pela posição, valores equivalentes em toda a sua extensão. Outras espécies de cartogramas: os de superfície, bidimensionais, recomendados para indicar as variações de determinados fenômenos por meio do uso de áreas sombreadas ou coloridas; cartogramas de aparência tridimensional, também denominados blocos-diagramas, em que os fatos são expostos em perspectiva, exibindo-se o mapa esquemático.
A escala numérica é representada sob a forma de fracção. O numerador é sempre a unidade (1) e indica a distância no mapa, e o denominador a distância real (número de vezes que a realidade foi reduzida para ser cartografada) correspondente, sempre em centímetros (cm).
A escala numérica pode ser representada de três formas diferentes.
Exemplo:
ESCALAS GRÁFICAS:
A escala gráfica é representada sob a forma de um segmento de recta, normalmente subdividido em secções e ao longo do qual são registadas as distâncias reais correspondentes às dimensões do segmento. Nalguns mapas essas distâncias surgem na escala métrica europeia ( fig. 1) e noutros conjugam-se as unidades de medida europeias com as anglo-saxónicas (fig. 2) - em milhas ( utilizadas pelos ingleses e americanos).
Fig. 1 - Escala gráfica em Km ( escala métrica) Fig. 2 - Escala gráfica em Km e milhas
Ex.: Na escala 1: 100 000 - "1 cm" representa a distância no mapa enquanto que o "100 000 cm" representa a distância real. Isto significa que 1 cm no mapa corresponde a 100 000 cm na realidade, ou seja 1 km
Exemplo da utilização dos dois tipos de escalas na mesma situação
Já deves ter reparado que alguns mapas trazem uma escala gráfica, outros trazem uma escala numérica e, existem ainda, os que trazem os dois tipos de escalas. Observa o mapa de Portugal e poderás ver que o mesmo mapa pode ser acompanhado por qualquer um dos tipos de escalas. Como sabes, as escalas gráficas e numéricas representam-se de forma diferente mas têm o mesmo objectivo.
Vantagens e desvantagens da utilização das escalas gráficas e numéricas...
Escala gráfica
Escala numérica
Vantagens
Desvantagens
Vantagens
Desvantagens
Mantêm-se a proporcionalidade quando surgem reduções, ampliações
Menor precisão/rigorosa
Maior precisão/rigorosa
Imprópria para reduções, ampliações
COMPARAÇÃO ENTRE ESCALAS:
Aplicação Área representada Tamanho da escala Nível de análise (nº e qualidade dos pormenores Quantidade de território representado Planta da casa 1:100/1:200 Grande escala
(Escala igual ou superior a 1/100.000)
Nível de análise é maior
(muitos pormenores)
Reduzido (menor área representada)
escala descritiva
Planta de arruamentos 1:500/1.1000 Planta de bairros de cidades, aldeias. 1:1.000/1:2.000/1:5.000 Mapas de grandes propriedades (rurais ou industriais), província, região. 10.000/1:25.000/1:50.000/ 1:75.000/1:100.000
Mapas de estados, países, continentes, Mundo 1:800.000/ 1:10.000.000/90.000.000/ 1: 600 000 000
Pequena escala
(Escala inferior a 1/100.000)
Nível de análise é menor (poucos pormenores)
Elevado (maior área representada)escala explicativa
Nota: Quanto maior o denominador da fracção, mais reduzida é a escala.
Consoante o grau de redução efectuado para realizar o mapa vamos ter mapas de diferentes escalas. Vamos considerar duas grandes categorias de mapas atendendo ao grau de redução; o mapas de grande escala e os mapas de pequena escala.
Os mapas de grande escala mostram muitos pormenores da realidade ( ruas, quarteirões, vias de comunicação, etc., sendo, por isso, muito úteis para a exploração a pé de uma pequena área. Para representar a ocupação do solo numa cidade é necessário trabalhar com mapas de grande escala, em que a área representada é menor e o nível de análise é maior.
continuação da 3 Os mapas de grande escala são mapas que se aproximam muito da realidade, ou seja, não foram muito reduzidos. Têm escalas compreendidos entre 1/10 000 e 1 / 100 000. Por exemplo : 1/50.000 é superior a 80.000. Estes mapas representam pequenas áreas de território mas com uma grande riqueza a nível do pormenor.
As plantas e mapas topográficos (que representam colinas, rios, cidade e comunicações da área representada) são exemplos de mapas de grande escala.
Carta topográfica ( fonte: Instituto Geográfico do Exército)1/50.000
Os mapas de pequena escala são mapas em que a realidade foi muito reduzida, servindo para representar grandes superfícies ou a totalidade do planeta, mas com poucos pormenores ( mapa corográfico, planisférios ou mapas-mundi ). Têm escalas inferiores a 1/100 000. Estes mapas representam vastas áreas de territórios mas com pouca riqueza de pormenor. Estes mapas servem sobretudo para termos uma visão de conjunto acerca dos fenómenos que se passam a nível mundial, como é o caso da distribuição mundial do climas..
Mapa de pequena escala
Dentro dos mapas de grande escala podemos encontrar as plantas (com escalas superiores a 1/10 000) e os mapas topográficos. Na categoria dos mapas de pequenas escalas temos os mapas corográficos e os planisférios.
A escala de um mapa é um auxiliar precioso para calcularmos distâncias. Face a um mapa podemos de ter de calcular:
a distância real; a distância no mapa; a escala do mapa
Para trabalhar com escalas, ou seja, para saber quanto mede determinada distância entre dois pontos na realidade, é necessário saber fazer reduções.
Quilómetro Hectómetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro milímetro km hm dam m dm cm mm Nota: Não te esqueças das reduções. Não podes misturar diferentes unidades na mesma operação.
Segue as seguintes regras:
Exemplos:
6 000 000 cm = 60 km (conta-se 5 casas para a esquerda a partir das unidades)
10 km = 1 000 000 cm (conta-se 5 casas para a direita a partir das unidades)
COMO CALCULAR DISTÂNCIAS REAIS
1. Identifica a escala presente no mapa - 1/21000000.
2. Mede com a régua a distância entre os lugares que queres saber.
Exemplo :
Lisboa - Londres ( 9cm )
3. Usa a regra da proporcionalidade para calcular a distância real.
1°A cartografia é a ciência que trata da representação da terra ou parte dela através de mapas, cartas e outros tipos de projeções cartográficas.
Podemos dizer que a cartografia surgiu por volta do ano de 2.500 a.C. quando foi confeccionado pelos Sumérios, o que é considerado o primeiro mapa da história: uma placa de barro cozido com inscrições em caracteres cuneiformes (escrita suméria) onde foi representado o lado setentrional da região mesopotâmica.
2°Cartografia (do grego chartis = mapa e graphein = escrita) é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas. O vocábulo foi pela primeira vez proposto pelo historiador português Manuel Francisco Carvalhosa, 2.º Visconde de Santarém, numa carta datada de 8 de Dezembro de 1839, de Paris, e endereçada ao historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, vindo a ser internacionalmente consagrado pelo uso. Das muitas definições usadas na literatura, colocamos aqui a atualmente adaptada pela Associação Cartográfica Internaciona.]
3°(Ex.1) Qual a distância real aproximada entre a grande São Paulo e Santo André? Sabe-se que no mapa a escala é 1:1 000.000, a distancia mede 1,5cm no mapa em linha reta.
E= 1: 1 000.000; logo 1cm= 10km
D= 1,5cm
Aplica-se a fórmula: D= d.E (ou d x E)
1,5 x 10 = D= 15km.
Resposta: A distancia real é 15km aproximadamente.
Ex.2) Invertendo o processo descobrimos a distância no mapa.
d= D : E = 15 : 10 =
d= 1,5cm
Ex.3) Para descobrir a escala basta dividir D por d.
Histórico da cartografia
ResponderExcluirA cartografia é a ciência que trata da representação da terra ou parte dela através de mapas, cartas e outros tipos de projeções cartográficas.
Podemos dizer que a cartografia surgiu por volta do ano de 2.500 a.C. quando foi confeccionado pelos Sumérios, o que é considerado o primeiro mapa da história: uma placa de barro cozido com inscrições em caracteres cuneiformes (escrita suméria) onde foi representado o lado setentrional da região mesopotâmica.
Mas bem antes disso, o homem já havia se utilizado de pinturas (inclusive pinturas rupestres feitas com a intenção de representar o caminho dos locais onde havia caça) e até mesmo de entalhes e verdadeiras maquetes de pedra confeccionadas por esquimós e pelos astecas, respectivamente, como uma tentativa de representar pequenas localidades.
Cartografia temática
Na cartografia temática temos convenções e símbolos cartográficos que são símbolos e cores utilizados para representar os elementos desejados. Existe uma padronização internacional de símbolos e cores para facilitar a leitura e interpretação dos mapas, em qualquer parte do mundo.
Exêmplos da fórmula da escala
A escala é definida pela fórmula:
E = D / d onde:
•E é a escala
•d é a distância na projeção
•D é a distância real.
Ex.1) Qual a distância real aproximada entre a grande São Paulo e Santo André?
Sabe-se que no mapa a escala é 1:1 000.000, a distancia mede 1,5cm no mapa em linha reta.
E= 1: 1 000.000; logo 1cm= 10km
D= 1,5cm
Aplica-se a fórmula: D= d.E (ou d x E)
1,5 x 10 = D= 15km.
A distancia real é 15km aproximadamente.
Ex.2) Invertendo o processo descobrimos a distância no mapa.
d= D : E = 15 : 10 =
d= 1,5cm
Ex.3) Para descobrir a escala basta dividir D por d.
D : d = 15 : 1,5 = E= 10.
Ou seja, cada 1cm equivale a 10km.
Alguns mapas apresentam tanto escala gráfica como numérica. Caso apresente gráfico, lembre-se que não necessidade de fazer cálculos.
1-Amostras de primitivos trabalhos cartográficos encontradas em pedras, papiros, metais e peles representam o meio ambiente e a situação das terras por meio de figuras e símbolos. Usaram-se, ainda, varas de bambu, madeira, tecido de algodão ou cânhamo, fibras de palmeira e conchas. O Museu Semítico da Universidade de Harvard, em Cambridge, Estados Unidos, possui um mapa de origem ainda mais remota; gravado em pedra argilosa, foi achado na região mesopotâmica de Ga-Sur e parece datar de 2500 a 3000 a.C. Outro trabalho de cartografia muito antigo (c.2000 a.C.), desenhado em rocha, foi localizado numa região do norte da Itália, habitada outrora por um povo denominado camunos (camuni) pelos romanos. O Museu de Turim, na Itália, conserva a planta, desenhada em papiro, de uma mina de ouro da Núbia, na África, que data da época de Ramsés II do Egito (1304-c.1237 a.C.). Coube aos gregos os primeiros fundamentos da geografia e das normas cartográficas, e ainda hoje os alicerces do sistema cartográfico repousam na contribuição que deixaram: a concepção da esfericidade da Terra e as noções de pólos, equador e trópicos; as primeiras medições da circunferência terrestre; a idealização dos primeiros sistemas de projeções e concepção de longitude e latitude. Na antiguidade grega, Anaximandro de Mileto (século VI a.C.) construiu um quadrante solar e possuía um mapa-múndi gravado em pedra. Ainda na Grécia antiga, Hecateu de Mileto representou a Terra sobre um disco metálico, Êudoxo de Cnido construiu um globo e Dicearco de Messênia desenhou um mapa-múndi em projeção plano-quadrada. No século III a.C., Eratóstenes de Cirena, que dirigiu a célebre biblioteca de Alexandria, desenhou um mapa-múndi com paralelos e meridianos, tendo ainda calculado, com impressionante precisão, em vista da precariedade dos recursos da época, a circunferência da Terra. O grande nome da antiguidade, todavia, é Ptolomeu, que viveu no século II de nossa era. Astrônomo, geógrafo e cartógrafo, ele lançou as bases da geografia matemática e da cartografia no clássico tratado intitulado Guia da geografia (Geographiké hyphegesis), obra que só em 1405, com a tradução para o latim, chegou ao conhecimento dos eruditos europeus.
ResponderExcluirA era clássica romana não deixou mapas, embora haja registros literários de mapas elaborados em Roma. Varrão (Marcus Terentius Varro) menciona mapas no poema Chorographia e Agripa determinou a confecção de um mapa do mundo então conhecido. Das obras cartográficas romanas só se conhece a célebre Tábua de Peutinger, cópia, feita em 1265, de um original romano que sofreu sucessivos acréscimos até o século IX. Descoberta em 1494 pelo poeta Conradus Pickel (ou Celtis), que a legou a Konrad Peutinger, essa tábua somente veio a ser publicada em 1598. Encontra-se, desde 1738, na Biblioteca Pública de Viena. Trata-se de uma carta das estradas do Império Romano, com as cidades e as distâncias que as separam, e representa o mundo até a costa índica. Idade Média. Entre as autoridades e autores medievais persistiram concepções gregas como a de estar a Terra pousada sobre um disco metálico. Ao mesmo tempo, as invasões dos bárbaros provocaram a estagnação da produção cartográfica e esta ficou sob exclusivo domínio de copistas eclesiásticos, que valorizaram o aspecto artístico em detrimento da exatidão. O disco metálico sobre o qual se considerava estar a Terra levou à elaboração de mapas circulares, orientados para leste ou sul, e com os continentes representados de forma esquemática. As separações entre as terras lembravam a letra T, donde serem conhecidos como "mapas T-O", "mapas de roda" ou "mapas circulares". No primeiro período da Idade Média, destaca-se o mapa T-O de santo Isidoro de Sevilha. Dentre as centenas de mapas T-O incluídos nos 600 mapas-múndi medievais que se conservaram, avultam o mapa retangular de Cosmas Indikopleustes, do século VI, e as numerosas cópias dos mapas de são Beato, das quais a de são Severo, do ano 1030 e de forma oval, é a mais conhecida.
2-Cartografia temática. A confecção de cartogramas é a área da cartografia temática. Cartogramas são mapas esquemáticos, com elevado nível de abstração, em que formas ou localizações reais são estilizadas com fins conceituais e informativos. Os elementos cartográficos, reunidos numa só folha, são representações gráficas de fenômenos espaciais e temporais, pelo que abordam numerosos assuntos quase sempre em mutação contínua, como as migrações, fluxos de veículos, desmatamento, reflorestamento etc.
ResponderExcluirO mapa esquemático que serve de base para o cartograma é extraído do mapa topográfico ou geográfico, sendo o tema do cartograma exposto mediante diversos recursos gráficos, como pontos e figuras, quando é chamado de pictórico. Nessa modalidade, o ponto como figura geométrica é adimensional, isto é, seu tamanho nada representa e só vale como material de leitura. Além de pontos, usam-se barras e faixas que indicam extensões lineares ou, pela espessura, a importância do fenômeno. Outro tipo é o cartograma de isocurvas, em que as curvas ou linhas representam, pela posição, valores equivalentes em toda a sua extensão. Outras espécies de cartogramas: os de superfície, bidimensionais, recomendados para indicar as variações de determinados fenômenos por meio do uso de áreas sombreadas ou coloridas; cartogramas de aparência tridimensional, também denominados blocos-diagramas, em que os fatos são expostos em perspectiva, exibindo-se o mapa esquemático.
3-ESCALAS NUMÉRICAS E ESCALAS GRÁFICAS
ResponderExcluirESCALAS NUMÉRICAS:
A escala numérica é representada sob a forma de fracção. O numerador é sempre a unidade (1) e indica a distância no mapa, e o denominador a distância real (número de vezes que a realidade foi reduzida para ser cartografada) correspondente, sempre em centímetros (cm).
A escala numérica pode ser representada de três formas diferentes.
Exemplo:
ESCALAS GRÁFICAS:
A escala gráfica é representada sob a forma de um segmento de recta, normalmente subdividido em secções e ao longo do qual são registadas as distâncias reais correspondentes às dimensões do segmento. Nalguns mapas essas distâncias surgem na escala métrica europeia ( fig. 1) e noutros conjugam-se as unidades de medida europeias com as anglo-saxónicas (fig. 2) - em milhas ( utilizadas pelos ingleses e americanos).
Fig. 1 - Escala gráfica em Km ( escala métrica) Fig. 2 - Escala gráfica em Km e milhas
Ex.: Na escala 1: 100 000 - "1 cm" representa a distância no mapa enquanto que o "100 000 cm" representa a distância real. Isto significa que 1 cm no mapa corresponde a 100 000 cm na realidade, ou seja 1 km
Exemplo da utilização dos dois tipos de escalas na mesma situação
Já deves ter reparado que alguns mapas trazem uma escala gráfica, outros trazem uma escala numérica e, existem ainda, os que trazem os dois tipos de escalas. Observa o mapa de Portugal e poderás ver que o mesmo mapa pode ser acompanhado por qualquer um dos tipos de escalas. Como sabes, as escalas gráficas e numéricas representam-se de forma diferente mas têm o mesmo objectivo.
Vantagens e desvantagens da utilização das escalas gráficas e numéricas...
Escala gráfica
Escala numérica
Vantagens
Desvantagens
Vantagens
Desvantagens
Mantêm-se a proporcionalidade quando surgem reduções, ampliações
Menor precisão/rigorosa
Maior precisão/rigorosa
Imprópria para reduções, ampliações
COMPARAÇÃO ENTRE ESCALAS:
Aplicação
Área representada
Tamanho da escala Nível de análise (nº e qualidade dos pormenores
Quantidade de território
representado
Planta da casa 1:100/1:200
Grande escala
(Escala igual ou superior a 1/100.000)
Nível de análise é maior
(muitos pormenores)
Reduzido (menor área representada)
escala descritiva
Planta de arruamentos 1:500/1.1000
Planta de bairros de cidades, aldeias.
1:1.000/1:2.000/1:5.000
Mapas de grandes propriedades (rurais ou industriais), província, região. 10.000/1:25.000/1:50.000/
1:75.000/1:100.000
Mapas de estados, países, continentes, Mundo 1:800.000/ 1:10.000.000/90.000.000/
1: 600 000 000
Pequena escala
(Escala inferior a 1/100.000)
Nível de análise é menor
(poucos pormenores)
Elevado (maior área representada)escala explicativa
Nota: Quanto maior o denominador da fracção, mais reduzida é a escala.
Consoante o grau de redução efectuado para realizar o mapa vamos ter mapas de diferentes escalas. Vamos considerar duas grandes categorias de mapas atendendo ao grau de redução; o mapas de grande escala e os mapas de pequena escala.
Os mapas de grande escala mostram muitos pormenores da realidade ( ruas, quarteirões, vias de comunicação, etc., sendo, por isso, muito úteis para a exploração a pé de uma pequena área.
Para representar a ocupação do solo numa cidade é necessário trabalhar com mapas de grande escala, em que a área representada é menor e o nível de análise é maior.
Planta de Lisboa ( mapa de grande escala).
continuação da 3
ResponderExcluirOs mapas de grande escala são mapas que se aproximam muito da realidade, ou seja, não foram muito reduzidos. Têm escalas compreendidos entre 1/10 000 e 1 / 100 000. Por exemplo : 1/50.000 é superior a 80.000. Estes mapas representam pequenas áreas de território mas com uma grande riqueza a nível do pormenor.
As plantas e mapas topográficos (que representam colinas, rios, cidade e comunicações da área representada) são exemplos de mapas de grande escala.
Carta topográfica ( fonte: Instituto Geográfico do Exército)1/50.000
Os mapas de pequena escala são mapas em que a realidade foi muito reduzida, servindo para representar grandes superfícies ou a totalidade do planeta, mas com poucos pormenores ( mapa corográfico, planisférios ou mapas-mundi ). Têm escalas inferiores a 1/100 000. Estes mapas representam vastas áreas de territórios mas com pouca riqueza de pormenor. Estes mapas servem sobretudo para termos uma visão de conjunto acerca dos fenómenos que se passam a nível mundial, como é o caso da distribuição mundial do climas..
Mapa de pequena escala
Dentro dos mapas de grande escala podemos encontrar as plantas (com escalas superiores a 1/10 000) e os mapas topográficos. Na categoria dos mapas de pequenas escalas temos os mapas corográficos e os planisférios.
A escala de um mapa é um auxiliar precioso para calcularmos distâncias. Face a um mapa podemos de ter de calcular:
a distância real;
a distância no mapa;
a escala do mapa
Para trabalhar com escalas, ou seja, para saber quanto mede determinada distância entre dois pontos na realidade, é necessário saber fazer reduções.
Quilómetro
Hectómetro
Decâmetro
Metro
Decímetro
Centímetro
milímetro
km
hm
dam
m
dm
cm
mm
Nota: Não te esqueças das reduções. Não podes misturar diferentes unidades na mesma operação.
Segue as seguintes regras:
Exemplos:
6 000 000 cm = 60 km (conta-se 5 casas para a esquerda a partir das unidades)
10 km = 1 000 000 cm (conta-se 5 casas para a direita a partir das unidades)
COMO CALCULAR DISTÂNCIAS REAIS
1. Identifica a escala presente no mapa - 1/21000000.
2. Mede com a régua a distância entre os lugares que queres saber.
Exemplo :
Lisboa - Londres ( 9cm )
3. Usa a regra da proporcionalidade para calcular a distância real.
1cm 9cm
-------------- = --------
21000000cm X
x = 21000000 x 9:1
:X=189.000.000
X= 1890Kms
1°A cartografia é a ciência que trata da representação da terra ou parte dela através de mapas, cartas e outros tipos de projeções cartográficas.
ResponderExcluirPodemos dizer que a cartografia surgiu por volta do ano de 2.500 a.C. quando foi confeccionado pelos Sumérios, o que é considerado o primeiro mapa da história: uma placa de barro cozido com inscrições em caracteres cuneiformes (escrita suméria) onde foi representado o lado setentrional da região mesopotâmica.
2°Cartografia (do grego chartis = mapa e graphein = escrita) é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas. O vocábulo foi pela primeira vez proposto pelo historiador português Manuel Francisco Carvalhosa, 2.º Visconde de Santarém, numa carta datada de 8 de Dezembro de 1839, de Paris, e endereçada ao historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, vindo a ser internacionalmente consagrado pelo uso. Das muitas definições usadas na literatura, colocamos aqui a atualmente adaptada pela Associação Cartográfica Internaciona.]
3°(Ex.1) Qual a distância real aproximada entre a grande São Paulo e Santo André?
Sabe-se que no mapa a escala é 1:1 000.000, a distancia mede 1,5cm no mapa em linha reta.
E= 1: 1 000.000; logo 1cm= 10km
D= 1,5cm
Aplica-se a fórmula: D= d.E (ou d x E)
1,5 x 10 = D= 15km.
Resposta: A distancia real é 15km aproximadamente.
Ex.2) Invertendo o processo descobrimos a distância no mapa.
d= D : E = 15 : 10 =
d= 1,5cm
Ex.3) Para descobrir a escala basta dividir D por d.
D : d = 15 : 1,5 = E= 10.
Ou seja, cada 1cm equivale a 10km.